o argumento dela, da veterinária, é que a esterilização prolongará a vida da menina. o meu, que não vou esterilizá-la, é que a vida não se apura em dias mas em intensidade. e o que é o futuro senão um presente a arrotar sonhos de porvir? vou tirar-lhe a alegria que carrega no rabear, deixá-la parada e quieta só porque não pariu? pergunto-lhe, de seguida, se me aconselha também a mim a ser castrada.
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