quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

amor de porcelana. também. e duquesa fresquinha.

detestei. em vez de sair relaxada e tranquila, a irritação e a vontade de partir tudo vingou. se me aparece outra vez à frente, desisto. porque desistir também pode ser escolher o melhor. que vá berrar e perguntar coisas óbvias, durante uma aula, à conicha que a pariu.




segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

podem acreditar aqui na Olindinha: um sumo da mistura de quiuí com dióspiro fica excelente. fica polposo e pouco doce.

sábado, 27 de dezembro de 2014

que escândalo! no dia em que deixar de me escandalizar, e revoltar, perante situações de pura miséria humana - a da exploração profissional - é porque já não estarei em mim.

que me cortem os pés, as pernas
o horizonte, o olhar
esganem-me os quereres
sufoquem-me as ganas
dilacerem-me os tons de sim pintados
nãos bordados
mas não, não me matam a voz
nem me fazem calar a timbre justo.
nem isso nem atirar, aos tiranos, cuspo


quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

queridos leitores

ontem andei mais de uma hora com a ponta do nariz borrada de chocolate quente que entretanto secou. pensariam, os transeuntes, com certeza, tratar-se de merda. isto porque ninguém teve a coragem de me avisar. isto trouxe-me riso, muito, mas também reflexão.

o que vos quero deixar aqui e agora, como sempre, é um pedacinho - mas apenas um pedacinho porque preciso dela toda para continuar - da minha esperança para um mundo melhor com melhores pessoas. e não será por acaso que o pai natal, que não deve ter as tensões a dezoito porque não se cansa, é gordo: a esperança ocupa espaço.


foi em novembro

grelos e outros
dracular
piratar
magia disney
democracia sensual

Brasilidade, Shakespeare,

tecnologia

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

há meia dúzia de dias lá fui eu verificar outra vez e enchi-me de felicidade: chamem-me vaidosa e presunçosa mas a verdade é que o meu querido Rentes de Carvalho ouviu-me e consolou-me: que é isso de o Tempo Contado acabar? e depois de muito tempo, talvez a pensar ou a ganhar vontade, voltou. gosto de pensar que também foi por mim e que as cartas, para o caso uma carta electrónica, ainda são mágicas.


está na cara se há saúde


sábado, 20 de dezembro de 2014


olha que descoberta cheia de graça e de curiosidade

puta dum corno, dos diabos freira,
eu me assento, por não mais aturar-te;
tu cá ficas, cá podes esfregar-te
com quem melhor te apague essa coceira;

última tu serás, sendo a primeira
que de mangar em mim se achou com arte;
mas eu nisso mijei que em toda a parte
bem se sabe quem é Clara-Ribeira:

vai-se, surrão, injúrias das mulheres,
vai fornicar na praia, e não se diga
que não achas colhões quanto quiseres:

tanta luxúria os ossos te persiga,
que ainda os mesmos que comeres
se convertam em porras na barriga

(soneto CLXXVII de Antonio Lobo de Carvalho, século dezoito, dedicado a uma freira do Porto)

gosto tanto de ovos estrelados como das risadas das gaivotas.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

paradoxal e real: como é que um grande machista como Mahler compunha música rendilhada, tão alusiva à alma feminina, desta? um dos grandes pilares do machismo é o medo tremendo do poder feminino e do seu indesvendável mistério que o homem vulgar apenas consegue contemplar de fora...
bem giro

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

  

Bordalar é sempre ganhar tempo.


acabei de marcar encontros imprevisíveis. ela vive do outro lado da rua sozinha, apesar de o filho a visitar todos os dias sem falhar. queixou-se-me, no entanto, um dias destes, quando lhe perguntei da japoneira tão linda que lá tem, de tantas vezes ter frio nos pés e não conseguir calçar as meias. depois também é surda e não ouve nem a campainha nem o telefone quando tocam. ora sendo assim torna-se complicado ajudar. também o orgulho a impedem de pedir ajuda e tantas vezes faço de conta que quero gabar-lhe as flores do jardim só para perguntar se tudo está bem quando saio para passear a cadela. hoje, mesmo agora, fez-se-me luz. combinei com a dona Isabel que sempre que precisar de ajuda pode colocar um lenço amarelo fora da janela. desta forma, passo a ir à janela mais amiúde e vejo que precisa de mim. a partir de agora tenho encontros imprevisíveis.

e depois a bruxa da velha do lado, a única pessoa com quem não falo desde que aqui cheguei faz este natal três anos. e não lhe falo porque desde o primeiro instante que me lançou um daqueles olhares gelados e de desdém. não me enganei, é a bruxa mais bruxa do universo. ontem quando cheguei com o meu pai, já passada das dez e meia da noite, o cão que decidiu escolher esta rua para morar estava deitado à porta dela a tremer de frio. vim a casa buscar um cobertor, cozi massa e grelhei um bife para lhe dar. hoje a bruxa falou para mim pela primeira vez, criticou-me o gesto além de se ter arrependido para o resto da vida de o ter feito. chamei-lhe indelicada e hipócrita, já que a caridade do domingo dela é igual aos excrementos que o cão faz. dei-lhe mais uma ruga vincada, trouxe-lhe o sangue ao peito e ao rosto, desconfio que lhe desfrisei os cabelos arranjados. envergonhei-a e obriguei-a a engolir-me de vida - da vida de um cão que podia também ser de alguém sem abrigo. fodia-a toda. delícia.


durante a noite senti o cheiro da serra, a serra que me viu tornar-me mulher. passava horas no parapeito da janela que dava para a varanda que dava para a serra e não invejava as corridas de bicicleta e as risadas da rua. quem atenderia o telefone preto e brilhante junto às plumas bejes enquanto o pai trabalhava e a irmã mais velha estava na escola se tocasse a dar boas ou más notícias? era um dever que nascia ali, mesmo ali, e me levava aos esteiros e à severa e ao amor de perdição no parapeito da janela de peito para a serra - este dramatismo que me tatuou para sempre e que tanto repugna as gentes.

um dia a serra ardeu e só voltou a ser verde já eu estava na universidade e tinha de apanhar três autocarros para chegar à foz depois de almoçar salmão grelhado às onze da manhã. mas quando começou a arder, eu ardi com ela. que é isso de não ver para não sofrer? - pensava. e não quis ir à escola. quis sofrer com ela, com a serra que me acompanhava à janela. e hoje, na noite, senti o cheiro dela.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

os amantes das selfies têm agora mais um motivo para exaltarem o seu narcisismo. bem visto, e em bom português, cagar purpurinas é mesmo o brilho que faltava à fotografia.
ai que riso! também pode dar-se o caso de as namoradas serem fraquinhas, então e a intensidade?, por não conseguirem nem fazer-te falar nem sangrar.


ai que riquezinha erótica do século dezanove!

nela amo tudo, verdade. até as flatulências mal cheirosas que de quando em vez se  fazem sentir nas pantufinhas cor de rosa que lhe calço sem, pois claro, calçar. amo-lhe a baba e a ponta do nariz pinguço; amo-lhe tanto pêlo moreno e as garras afiadas que m'arranham a face com a gula de mim; amo-lhe o paranço dos dias apagados pela indisposição; amo-lhe os olhos brilhantes e expressivos e contadores de tudo o que me quer mostrar; amo-lhe o rabo abanador de alegria e a língua, rolinho de fiambre tenro, que me acorda e me deita. e quando me dá a pata, esgar espontâneo de mimo, para eu beijar, amo-a porque me derrete.

ah, DIY, sua Besta!
se forem chineses ou africanos não podem, que é isto de termos por cá uma ninhada de ratos amarelos e pretos? mas incentivar, por necessidade, a emigrar - seja para onde for -, é o que o governo faz mais. estaremos perante uma nova raça vigente: a raça europeia, uma raça superior a todas as outras. é europeia e está grávida? então pode entrar para vir dar à luz junto do pai da criança que certamente fará de tudo para sustentar a família. até porque portugal tem, neste momento, um saldo tremendamente positivo no que à balança de nascimentos diz respeito: nascem cada vez menos e há a tendência crescente de as mulheres emigrarem a gravidez - logo se as grávidas europeias, e não esqueçamos as brasileiras talvez por acordo Ipiranga -, fizerem nascer cá os filhos fica tudo muito equilibradinho. bebés chineses e pretos é que não, que nojo.

até a vergonha cora de vergonha.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

optimização de recursos naturais


coisas bem boas

esta
e esta
e mais esta
e esta também
acham que fazem muito por ele. dão-lhe comida e deixam-no ficar preso a um cadeado à entrada da garagem. primeiro, quando ainda eram apenas um casal - o que é obviamente discutível mas não vem ao caso, um casal só é casal mediante requisitos bem específicos -, chegou a dormir no chão aos pés da cama do quarto. depois nasceu o primeiro filho e passou para o corredor. o segundo filho veio colocar o cão no terraço e em tempo de mudar de casa, para mais e melhores assoalhadas, o terceiro filho a caminho, ficou definitivamente fora - fora de casa e fora da vida deles. apanha o calor do verão e o frio e a chuva do inverno o cão. durante a primavera é bem capaz de confidenciar às flores que rebentam nos vasos que esta família o abandonou - não aquele abandono explícito de que infelizmente nem de memória precisamos por ser o prato do dia -, um abandono hipócrita e eficaz. há anos que aquele cão não sabe o que é uma carícia e não sente o calor de um abraço bem dado. mas persiste. talvez viva na esperança de um dia voltar a ser querido. porque ele não sabe que é ali que vai morrer, do lado de fora. porque é do lado de fora, à margem, que a dignidade é tratada pelos hipócritas.

Marco de Canavezes: Guardai-a porque a cana é boa às vezes!

Marco de Canavezes: Guardai-a porque a cana é boa às vezes!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

da música e da piada
as fadas, que não são fodas, são eternamente consoladoras. é, por isso, urgente que as fodas sejam fadas. ora este meu discurso à mesa de um jantar de família provocou a ira do meu pai e o meu riso perante as bocas abertas em redor: já não sei o que te hei-de fazer.

há que combater em todas as frentes e acabar, ou ir acabando, com o conceito-mor de que a realização social é rainha. en garde!

e acabei de descobrir isto: entra bem no ouvido e faz, obviamente, cócegas.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

podes rasgar-me toda, (des)Governo de merda, mas não me rasgas nem os sonhos nem a gana de te destronar.
o frio tem a espessura de um fio fininho e imagino-a a costurar, a ela, a natureza. de quando em vez lá pega na agulha e no dedal, molha ao de leve a ponta do frio e vai enfiando-o por aqui, por ali, e por acolá. tudo se cose, diz a sorrir, o ontem e o hoje e o amanhã.


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014



uma gravidade controlada



vão-se foder

bom dia e muito obrigada pelo vosso contacto. desejo as maiores felicidades para o vosso projecto mas não estou interessada em fazer trabalho de voluntariado a não ser no IPO.

esta é a única resposta possível, e simpática, porque há outras, a alguém que coloca um anúncio de trabalho para redacção e que fica a aguardar as candidaturas para depois dizer que o trabalho é não remunerado.

como isto está, entendo mesmo quem opta por cortar os pulsos.

Renda-se ao Sucesso na Óptima Gestão de Redes Sociais

Renda-se ao Sucesso na Óptima Gestão de Redes Sociais

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

entre morrermos afogados por remarmos contra a maré e morrermos sufocados por remarmos contra nós mesmos, a segunda hipótese - água por todos os lados - fica fora de questão.

domingo, 7 de dezembro de 2014

rojões tenros e macios. não precisa de ser muito tempo antes, pode ser da noite para o dia ou da aurora para o meio-dia, colocar a carne em tempero e acrescentar-lhe um pouco de azeite - mas não é de azeite que parece óleo de tão fino, é azeite espesso. depois é cozinhá-los, há tantas formas, a gosto e comprovar-lhes a tenrice e a maciez por conta do fio de azeite: um mimo de acrescento que se fez.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

ora bem, não me custa nada partilhar que o segredo das minhas pataniscas de bacalhau está no adicionar - à massa de farinha,  água, ovos, salsa, cebola picada e muito bacalhau - um cheirinho de pimenta e de alho em pó e, verdadeiro segredo de fofura, leite.

e como demoram bastante tempo, não a fazer, a fritar convém ouvir uma musiquinha para afastar o enjoo.



a verdade é que quem vive apaixonado, seja pelo que for, pessoas e coisas, inclusive pelo seu trabalho, não vai longe. são outros os parâmetros que contam e são socialmente aceites. puta que pariu a humanidade sem paixão.
enguias de escabeche, pupilas do senhor reitor e carnaval
doçuras e travessuras

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

eu bem sabia que tinha de haver uma boa explicação para os meus gostos exóticos.


são as relações humanas que fazem toda a diferença. enquanto um trata as pacientes por princesas, beija-lhes as mãos, coloca questões para que pensem e deem respostas que ao mesmo tempo as consciencializa - o outro faz uma espécie de frete, queixa-se da vida, exige respostas directas e imediatas: é um bronco.

ora se um merece a devolução de toda a atenção e ternura, o outro merece que lhe lembrem o preço do exame. o outro, este último, merece corar de vergonha para reflectir sobre a sua prática médica e sobre o quanto vale um sorriso quando alguém se vê rodeada de tubos e de máquinas a entrarem dentro de si.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014


o que é feito dos repolhos de antes, que saudades!, aqueles densos que se punham a saltear no tacho com azeite e alho e pimenta e não sumiam? agora são ocos, vou a ver e ficam no fundo do tacho. um repolho inteirinho mal cabe na cova de um dente. estou a exagerar, está bem, cabe na cova mas não cabe em um prato bem cheio sem acompanhamento de hidratos e carne ou peixe. anda tudo marado, é o que é, até o repolho. lembrei-me, de repente, assim: as hortas andam por um fio e no repolho não me fio.

(deixa-me mas é estar calada que com a má sorte que tenho ainda me começam a fazer esperas à porta de casa com sacholas e baldes de estrume e - pior ainda - com unhas cheias de lodo a tocarem-me na pele.)
achei piada ao soldado postiço pendurado na avó: em em vez de falar português, fala googlês.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014


Contabilidade organizada tem exigências legais | Notícias

Contabilidade organizada tem exigências legais | Notícias

Serviços contabilidade em Almada atentos a novo código

Serviços contabilidade em Almada atentos a novo código

Prevenir e Minimizar a Humidade nas Paredes do Inverno

Prevenir e Minimizar a Humidade nas Paredes do Inverno
tive mesmo de parar para vir dizer isto. é cravanços em todo o lado agora? para-se o carro nos semáforos e vêm com ajax limpar os vidros mesmo que não tenham cagadelas; estaciona-se a viatura por dois minutos e pedem-nos um euro para coçarem a micose do vício; pega-se em um bombo e pimba, os escuteiros tocam às portas ao domingo como se a inventarem um santo qualquer; o Paulo Querido aqui há uns meses andou a cravar o pessoal para publicar notícias sem se dignar, sequer, a responder às questões que lhe coloquei como se eu fosse acéfala. e agora a wikipédia anda a cravar, pelo menos, pelo menos note-se, €3 para quem a consulta? que é isto? que cravanço digital é este agora? puta que pariu os moinantes deste mundo. não percebo. só eu borro-me toda até ter mesmo de pedir alguma coisa a alguém.

terça-feira, 25 de novembro de 2014


pilosidades, Dali, carnaval
música e carnaval
peruca a destapar preconceitos
tanto se especula, tanto se diz e nada se sabe. do filme que se ouve, consta-se o pior, prende-se o bandido, lança-se a dúvida e instala-se o medo. e se é verdade? porque pode ser verdade, quero tanto que não seja, tudo o que acreditei, as esperanças que plantei. mas pode ser verdade. e neste momento sinto-me tal e qual como quando vou ao ginecologista, entra uma mão estranha e mexe e depois despe aqui e apalpa acolá, desconforto total, vergonha completa, vontade de fugir, apressar mentalmente o tempo para que outro tempo chegue - o tempo da tranquilidade. neste caso, o tempo da verdade vai ter de chegar - seja uma verdade boa ou má, uma verdade que me destroce ou me encha de orgulho; uma verdade que me dilacere o castelo conjunto e que deixe ficar só o meu, sempre só o meu, mais uma vez só o meu.

estou em dissonância cognitiva: aquilo que eu quero muito não se coaduna com o que está acontecer e em grande parte porque eu nem sequer consigo saber o que está a acontecer.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014


adoro a minha impressora, ai! como me diverte! quando me diz, amiúde, com aquela voz feminina altiva e com sotaque brasileiro: carregue seu alimentador automático; o seu tinteiro está no final, derrete-me de riso. às vezes até repito a operação só para ouvi-la e rir-me toda com ela. é uma boa amiga. faz-me rir e tem sempre presente uma boa frase nas horas de maior dificuldade.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

está bem, há conversas em que não nos livramos que nos chamem de insensíveis e de obscenos. mas que interessa isso se sabemos que dizemos a verdade ao mesmo tempo que isso nos diverte precisamente por ser verdade? a parte positiva, bem positiva, aliás, de chegarmos à idade adulta sem um dos pais é a de só termos de cuidar de um na hora da doença. é ou não é? e a parte mais do que positiva, mais uma, de não ser casada é a de não ter de cuidar dos sogros na hora da doença.
ora já são menos três para aviar de enfermidade. e se isto não dá vontade de rir, uma risota estranha que nem é mau sangue nem mete mel, vou ali e já venho.



também tens coração de pijama?


quarta-feira, 19 de novembro de 2014


mas que coisa piolhosa é aquela que agora pegou no FB de se ofertarem pequenos filmes(?), uma receita igual e reles, como prova de amor e de amizade? é que se alguém ousasse fazer-me uma merda daquelas, desconfio que só tinha vontade de dizer: um sumo com um saco inteirinho de farinha de linhaça e desejar muitos rolos de papel higiénico à mão. que carago de foleirice.

Formação para desempregados: Aprender, Fazer, Resolver

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Empresas de contabilidade imprescindíveis nos negócios

Empresas de contabilidade imprescindíveis nos negócios
como dizer, como abreviar, como ser eficaz: tem inteligências que me emocionam profundamente e, por isso, me apaixonam.

ora aí está. contrariamente ao que por aí corre, a paixão nasce das profundezas.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

pois
ain't no money
conceito miserável de adrenalina
dou imenso valor aos questionários que os hospitais enviam, após as intervenções, para efeitos de qualidade - de outra forma, como melhorar? mas depois, no fim, lá vem a parte da assinatura. não tem mal algum, obviamente, mas podiam ter o cuidado de não dizer que se destina apenas para efeitos de qualidade. o que interessa o nome do meu pai ou do zé do pipo para a qualidade dos serviços e dos equipamentos? acaso vão melhorá-los para que a intervenção deles, a seguinte, seja ainda com mais sucesso - isenta de falhas e de não conformidades? será, isto, verdadeiro falhanço, uma falha na detecção de falhas.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

riso, muito riso, por ser uma situação atípica. estão os dois reformados e ela manda e muito: tem uma voz grossa e bastante sonante que sabe ordenar. ele não fala, ou quando o faz é baixinho. e, de vez em quando, a única resposta de vem dela é um cala-te. o homem passa o dia a estender e a apanhar roupa, a varrer o pátio e a fazer recados - pelo menos todas as partes do dia, todas juntas, umas cinco, em que consigo apreciar. e rir, rir para não chorar. confesso que me causa imenso desconforto - tanto a autoridade como a subserviência. a minha vontade é a de pendurá-los aos dois na corda. e ao contrário, até ficarem roxinhos.
nunca quis que ela tivesse bebés pela simples razão de ficar excluída a hipótese de não ficar com os seus tesourinhos todos. isto por um lado. por outro, também nunca quis castrá-la por me recusar a querer tirar-lhe vida, deixá-la seca e apagada - sem aquela alegria tão contagiante. e estas decisões, pode não parecer, estão em perfeita harmonia com o que também ela quer, conversamos pelo olhar. a prova disso foi ainda agora de manhã cedo. ele a rondá-la, anda sempre, e hoje ousou meter-lhe a pata em cima para a montar. qual não é o meu espanto, nunca a tinha visto assim, quando vejo uma valquíria em grito de valquiranga, completamente passada, aguerrida e a espantar o cão-gajo que ousou tocar-lhe sem que ela consentisse. a minha alegria foi tanta que, ao pequeno almoço, teve direito a mais um rolinho extra de fiambre e a lamber três vezes a minha colher de iogurte natural com sésamo.
viva a valquíria valente e vonita!

domingo, 16 de novembro de 2014


impressionante luz impressionista
coisa boa: fiquei a conhecer, de uma só vez, o Davide Pinheiro, o Mesa de Mistura, e o Portugal três ponto zero. fixe.



jantar com um casal de amigos pode ser o mesmo que jantar com um par de sósias. reparar que fazem as mesmas actividades, gostam das mesmas coisas, usam as mesmas expressões, ouvem a mesma música e até se riem das mesmas coisas. sempre em conversa a quatro - com ele, com ela, com ambos e principalmente comigo mesma -, apercebo-me nitidamente que só um deles está apaixonado pelo outro já que um deles está apenas apaixonado por si e pela ideia de ter o outro apaixonado por si - e daí aquela relação ridícula que mais parece um espelho. Ao mesmo tempo ela é a mamã e ele o bebé com o paradoxo de ser o bebé o imitável. e depois, como pode ela querer ficar a ser uma mamã apaixonada por um bebé que sente que não é apaixonado por si? sim, porque na conjugalidade tem de haver amor com paixão ou mais vale a orfandade, já que o amor e a paixão não são de aviário. e isso sente-se, não há hipótese alguma de ela não o sentir por mais até que ele finja.

vim para casa a pensar para que raios querem as pessoas relações conjugais assim; em que ponto, ao não existir individualidade, se convencem que se sentem felizes e até que ponto consideram que o amor e o prazer se fazem de imitações e de subserviências e de enganos e de mentiras. conclusão: quanto mais relações conheço mais concluo que o motivo por que as pessoas se juntam é tão simples como o dos intestinos que está para a sanita.

sábado, 15 de novembro de 2014

e em vez de ficar preocupada, senti-me - e sinto - estupidamente orgulhosa porque me disse: ei lá, nunca vi uns ovários XXL como os teus nem com uma forma tão fora do comum! vamos estudá-los.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

porque te decides a correr, chuva, mal eu meto um pé na rua? será emoção, certamente, que tristeza não faz correr nem gente e a chuva é pinga de mim.

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

sentimo-nos felizes quando nos compreendem. durante o exame: porque o sexo é apenas um grão de areia perante a praia que é a sexualidade, disse o médico. que imagem tão linda, declarei, com o meu esgar de contentamento. e, em risos, rematei: o sexo tântrico pode durar quatro horas, pois claro, já que deve incluir pasto, conversa, brincadeira, muito riso e coito. certo? o sorriso agora vinha do outro lado, um sorriso de uma figura sábia quase a roçar a terceira idade. é isso mesmo. isso que disse é coisa rara, mas também certa. sabe que há estudos em estudo que pretendem confirmar que o excesso de relações sexuais podem ser fonte de doença. mas em lado algum, digam o que disserem, está provado ou por provar que a ausência de sexo - e não de sexualidade - traz enfermidade.
há exames que podiam durar um dia inteiro.

sempre que eu digo, amiúde, isso não dava para mim - caem-me em cima. é como se saber exactamente o que não se quer incomodasse. e incomoda.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Empresas de contabilidade: Big data, melhor desempenho

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Formação para desempregados apoiada pelo Portugal 2020

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comunicar com o mundo é nunca saber, duvidar, onde vai dar - mas sempre com a certeza de que demos.

Videntes de Fátima: Voltas de Alegria Musical no Túmulo

Videntes de Fátima: Voltas de Alegria Musical no Túmulo

Taxa de Emprego em Portugal com Números OCDE por Dentro

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Angola, de Novo o Maior Produtor de Petróleo de Africa

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Azeite em Escala de Intensidades de Sabor para um Nicho

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Álcool por Droga, a Escolha nos Acidentes de Viação

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Falta Saneamento Básico e Sobra Malária: Triste Angola

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Casais do Mesmo Sexo nos EUA Têm Motivos para Celebrar

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Conservas de Peixe, O Pitéu da Primeira Guerra Mundial

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Estar Preso no Trânsito Gera Boas Ideias em Concurso

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Cura à Vista para Diabetes do tipo 1: Estudo em Curso

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Miss Idosa, a Representação da Importância da 3ª Idade

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Corte na Educação, Mais Um Golpe Baixo do (Des)Governo

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Limites à Pesca da Sardinha Por Quem Não Pesca de Pesca

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Autoria do Google Fracassou, Verdade. E agora, como é?

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Orçamento do Estado para 2015, Empresas e IRC em Pousio

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

antigamente eu acho que morria um pouco sempre que, todos os anos, em um dia certo, a minha mãe - por frequência acumulada de anos - celebrava mais um aniversário de morte. agora não. o dia não passa despercebido mas já não é triste. aprendi desde muito cedo a viver sem ela e nem sequer sei como seria se ela tivesse ficado. mas como não ficou, é estranho pensar em um presente de ausência que não faz falta - a falta remete-me para uma hipótese e, por isso, para uma ausência também.

é mais ou menos assim, uma brisa fininha e tranquila

modernidade por um fio

há, agora, ou já havia antes e agora é moda, umas correntinhas de colocar no pescoço com o nome das mulheres bem esticado. será uma forma de andar, pois claro, nas bocas do mundo através da personalização do cumprimento. a Vânia vai à padaria, que nem sequer é a habitual, e o padeiro diz: bom dia Vânia! depois entra no autocarro e mesmo antes de mostrar o passe já está o motorista a dizer: bom dia Vânia!. depois anda na rua e os assediadores homicidas da Fernanda Câncio, aqueles que dizem olá coisa linda, já podem substituir a coisa por Vânia: olá Vânia linda!



ora a coisa ficando mais intimista já parecerá coisa de artista. é que senão, daqui a nada até a coisa mais linda que ele viu passar em Ipanema vai ser motivo de crónica de cortar à faca as erecções a favor de mulheres anónimas tantas décadas depois.

sábado, 8 de novembro de 2014

surrealismo do real

durante uma intervenção da NOS para alteração do serviço:

ele - não posso configurar, não tenho autorização, uma vez fiz isso e tive de pagar a mensalidade
eu - mas então eu pego no comando, o senhor diz-me e faço eu. mas não sai daqui sem configurar
ele - pode ser
eu - então qual é a diferença?
ele - é que eu não tenho autorização
ele - e vives aqui sozinha?
eu - não
ele - então o teu marido não está?
eu - também não
ele - não és casada?
eu - não
ele - risos
eu - está a rir-se do quê?
ele - mas tens irmãos?
eu - tenho
ele - e o cão, tens há muito tempo?
eu - é uma cadela
ele, eu tenho mulher e um filho de quinze anos
eu - pois
ele - de sessenta passou para cento e vinte quilos com a doença
eu - tem de ajudá-la então
(passou entretanto uma hora desde que chegou)
eu - então qual é o problema?
ele - vai ficar sem telefone dois dias
eu - porquê?
ele - há uma falha
ele - e então dizem que o leite faz mal?
eu - pois
ele - e sabes porquê?
eu - só sei que os mamíferos adultos não precisam dele para nada
ele - então não bebes leite?
eu - quando me apetece
ele - estou a mandar cv's para Moçambique, não espero nada deste país. mas depois fico por lá, no meio das pretas, aquilo nem é bem mulheres mas não vou ficar a seco, percebes? faço outra família e mando dinheiro
eu - e isso demora muito?
ele - vou aproveitar para ver o euromilhões, assim se me sair já não vou para casa
eu, e veja também a internet se já funciona
ele - está tudo bem, assina aqui
(duas horas depois de ele ter chegado e depois de ter saído)
NOS - estamos a ligar -lhe para saber se está tudo bem
eu - não, o técnico foi embora e entretanto não tenho ligação à internet
NOS - vamos ligar-lhe para ir aí novamente
(meia hora depois)
eleoutro - oi, o meu colega pediu para eu vir cá
eu - é que a internet não funciona
ele - vou mudar o equipamento. mas se não der, o problema é do seu computador
eu - como? então se deu antes do seu colega ir embora como é que pode ser do meu computador?
(duas horas depois)
ele - eu estou fazendo tudo para ajudar mas você vai ter de tirar o vista, esse só dá problema e é por isso que não tem rede
eu - como? deve estar a brincar comigo
ele - mas eu vou ver melhor
ele - entretanto acede pelo telemóvel ao FB, ouvem-se as notificações, vê um vídeo de putaria e faz duas chamadas - ambas sem o efeito desejado: oi querida, sim vim quebrar um pepino de um colega mas depois de sair daqui posso passar aí.
(quatro horas depois de ter chegado)
ele - olha, moça, vou-lhe deixar o cabo de rede porque só assim é que dá
eu - o senhor vai é desaparecer daqui agora que eu estou mesmo cansada e já sem paciência
ele - eu vim te fazer um favor, cacete!
eu - o senhor veio fazer um favor ao seu colega. mas agora vai-me fazer um favor a mim e vai embora daqui que eu depois entendo-me com a NOS. já não posso ser obrigada a vê-lo nem ouvi-lo nem cheirá-lo
ele - tem de mudar de computador, trocar o sistema operativo
eu - é que nem pense. saia por favor

e lá me deixou o cabo de rede com o tamanho de uma tringalha de boi que mal chega ao sofá quanto mais à secretária. antes de dormir pensava ardentemente em fazer duas coisas no dia seguinte: ligar à NOS e desinfectar a casa para eliminar os resquícios das duas carraças de aspecto e conversa pouco asseada.



quinta-feira, 6 de novembro de 2014

quando o roto dança com o esfarrapado


animosidades, imaginação e outros futebóis


percebo pívias de futebol, reconheço, maradona, mas relações e imaginações inter e intrapessoais é comigo: ora falei com virgílio ferreira e asseguro que no desporto, assim como no carnaval, é quando as máscaras caem para os ânimos mais íntimos. estaremos de acordo? não creio. caem, caríssimo, quando se trata de ogres primitivos que usam máscaras em todos os outros momentos da vida. e só caem porque nunca sem elas andaram. não sei se percebeste mas a ovação é que é uma bênção, caralhos tanto para a educação como para a neurose do ping-pong, retrato fiel do que se passa quando os participantes não estão no campo com holofotes apontados.
porque falar de criaturas verdinhas  travessas que andam em guerra, e por isso em glória, com os gnomos é lero-lero de quem só aquece um pratinho de sopa ao invés de comer bacalhau com todos.  é que os goblins assumem-se como sendo portadores de uma força muito grande – uma espécie de seres selvagens com inteligência muito limitada que vivem em cavernas ou em pequenas cabanas construídas com paus e peles de animais: eis que assim é que temos festa e animosidade!
vamos lembrar a primeira guerra mundial que levou os homens e deixou ficar as mulheres – para ocuparem o lugar dos homens, pois claro. havia muito que fazer em todos os sectores de actividade e estava na altura de as mulheres arregaçarem as mangas, principalmente as mais instruídas que, por isso mesmo, tiveram mais facilidade em aceitar tamanha mudança social: começava assim uma vaga de feminismo onde as mulheres descobriam um mundo novo de liberdades e de oportunidades. oopss: esqueceram-se do espírito desportivo dos ogres primitivos. porque se não se tivessem esquecido estariam, a esta altura, a chafurdar – em camisas de noite sexys e transparentes – na imaginação molhada de lama do maradona – e a serem abençoadas, por aturar gajos que se fodem nos dentes, enquanto fazem o jantar.
e depois há os corsos e as pilhagens que fazem parte do mundo desportivo, tamanho legado deixado por manuel passanha para que o desporto actual seja mesmo uma bênção. fazer reviver os piratas é preciso. acrescentemos-lhes, aos piratas, chapéus tricórnios e ganchos dentro do campo, carago!
insultemos, pois, os príncipes que resgatam a branca de neve em representação da procura pela perfeição e a completude do desporto e dê-se, c’um caralho, destaque e primazia à bruxa má, que é rainha e o simbolismo do lado lunar do ser humano: a maldade e a frustração que tantas vezes nos fere a nós mesmos em uma espécie de boicote – assim como a vaidade e a competição a que o ser humano se submete com os outros. e quando se olha o espelho o que vê? vê-se simplesmente a si. exalte-se a inteligência distorcida dos ogres primatas, cáspite!
continua, caro maradona, a tratar o zorro valupi como um fora da lei, sagaz e rápido como uma raposa à espanhola, que se veste de preto e que defende o povo da califórnia contra os governos tirânicos e outros vilões -, uma representação do bem pela cultura marginal que faz questão de humilhar o mal, foda-se! porque a animosidade primitiva sem ser no amor e na cama é, obviamente, mal.
continua, maradona abençoado, a homenagear dionísio, o deus grego cópia do deus romano baco, dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da insânia e da intoxicação que funde o bebedor com a deidade fanática do desporto e da competição.
faz o apelo desmesurado e laxante  ao sexo, vinho e muita sátira da roma antiga, uma celebração colectiva em praça pública que colocava a nu a hierarquia social em dias em que as entidades que mantinham a administração da cidade fechavam para haver o deleite das obscenidades primatas do futebol. faz isso, exalta a tua inteligência invertida e continua a sair da caverna.

pequena observação: tenta sucumbir às vertigens do kundera - já que é das outras que sofres -, aquelas que são vontade de cair seguida de arrependimento – porque de ogres primatas anda, sim, o futebol cheio.
bem visto há pessoas que são, tal e qual como acontece com os duendes, ouro de tolos. é o caso das estatísticas que os ministros deste goverrno nos fazem chegar.

censura e carnaval e riso

certa vez fui altamente censurada, não só mas talvez também, por ligar Shakespeare às redes sociais:

to be terr(a)ba. e not to beterraba, diz ela*

i) uma selfie, por aerógrafo com técnicas mistas e sem abusos
sou terra e margem de rio
ii) social media
in: sou terra fértil recomendada e margem de rio desde sempre
g+: sou mais terra e mais margem de rio
f: sou terra – ontem os bichinhos mexeram-me toda; e margem, molhada desde há
pouco, de rio… a sentir-se contente! (like, like,like!)
t: sou terra e margem de rio@ toda a hora
iii) engenharia da construção óbvia
sou terra
e margem de rio
iv) BASTA
ser terra
e margem de rio
brisa de ar fresca com cheiro leve
arrepio
doçura agreste
tingida
naturalmente tingida
até cozer demais tal e qual a cautela
o princípio da cautela é letal?
(o homem de Neandertal morreu de uma predisposição genética para resistir às
mudanças)
a propósito: e a tecnologia, enfurece-se?
ser terra e margem de rio
to be terr(a)ba. e estar.

*ela, a modernidade

agora junto-lhe, ao Shakespeare, como ele gosta, o carnaval:


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

a urina e o destino. não, não se trata de uma ucraniana.

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terça-feira, 4 de novembro de 2014

solução eficaz para as insónias


palavra de honra, da minha honra, que não consigo entender quem diz que depois do desporto não tem fome. é que os preliminares ainda estão a começar, tanto esforço ainda por vir na aula, e eu já só pensou no farnel que deixei preparado e pronto a cozinhar: sopinha de nabiças frescas e quase cruas, arroz sequinho, bifinhos de frango do campo suculentos, legumes salteados a saber a alho e azeite e sumo de melão natural. e depois, ah! e depois!, o meu saboroso slim de mentol que me consola. e com um jeitinho dá futebol e nós, eu e ela, podemos comer sozinhas como era antes: esticada ou sentada no chão ou no sofá, como apetecer, lamber os dedos e ficar com os ouvidinhos livres de lamentos e castrações. que consolo!

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

finalmente que esta senhora vai ser homenageada. confesso que a conheço desde criança e ainda me lembro do cheiro do queijo misturado com presunto, tão bom, da loja dela. ia lá muito com o meu pai e os meus irmãos porque a sua irmã foi, há muitos anos, namorada do meu pai. e, de facto, quanto mais não seja, os filmes que ela faz são de chorar a rir. é tudo tão vernacular que se faz, ou desfaz, em delícia.

trata-se, não tenho dúvidas, de um equívoco à escala planetária: as pessoas fortes são, não de plástico, feitas de cristal. equívoco desfeito.



não podia estar mais feliz, quer dizer, não será bem assim, podemos sempre estar mais, bem mais, porque acabei de descobrir porquê que ando sempre em órbita parabólica.
estávamos no meio do monte e começamos a ouvir um assobio melodioso e perfeito. olhei para baixo, para ela, e fiquei na dúvida se se tratava de um rouxinol ou de um cd. era um velho simpático e cheiinho de boa disposição matinal a assobiar assim: